A carnavalesca Márcia Lage, falecida em janeiro deste ano, aos 64 anos, vítima de leucemia, foi homenageada pela Mocidade Independente de Padre Miguel. A escola de samba, com a participação de vários integrantes, incluindo o carnavalesco Renato Lage, homenageou a artista, destacando o legado que ela deixou no carnaval carioca. Renato, que desfilou com uma camisa estampada com a foto de sua esposa, comentou sobre o retorno à escola após 24 anos e ressaltou a intenção de recriar a atmosfera dos anos 90, mesclando modernidade com tradição.
Márcia Lage, que teve uma carreira marcada por sua atuação como assistente e carnavalesca em diversas escolas de samba do Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória na Escola de Belas Artes, onde teve contato com importantes nomes do carnaval. Ela trabalhou na Mocidade Independente de Padre Miguel por 12 anos, junto com seu marido, Renato, antes de se destacar em outras escolas como Salgueiro, Império Serrano, Mangueira, entre outras. Sua carreira foi premiada, com conquistas como o título no grupo de Acesso A no Império Serrano e diversas participações em escolas do carnaval paulista.
Além de seu trabalho no Rio de Janeiro, Márcia também contribuiu com desfiles no carnaval de São Paulo, sendo reconhecida por sua dedicação à arte carnavalesca. Juntamente com Renato, formou uma das duplas mais importantes do carnaval carioca, com sucessos na Mocidade e Salgueiro. Em sua última aparição, o casal explicou o enredo da Mocidade para o carnaval de 2025, que propõe uma reflexão sobre o futuro e a conscientização da humanidade. A memória de Márcia segue viva nas homenagens prestadas pelos integrantes da escola e pela sua significativa trajetória no carnaval.