A prévia da carga tributária brasileira subiu para 32,32% do PIB em 2024, um aumento de 2,06 pontos percentuais em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O crescimento econômico foi o principal fator por trás desse avanço, elevando a arrecadação de tributos sobre bens e serviços, como a Cofins, que registrou alta de 0,42 ponto percentual. Outros contribuintes foram o fim de isenções no diesel e gás de cozinha e a valorização do dólar, que aumentou a arrecadação de impostos sobre importações.
No âmbito federal, a carga tributária subiu 1,5 ponto percentual, chegando a 21,43% do PIB, impulsionada por tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital, incluindo a taxação de fundos exclusivos e offshores. Estados e municípios também registraram aumentos, com destaque para o ICMS, que avançou 0,46 ponto percentual devido à recuperação das vendas e ao fim de desonerações em combustíveis. Já o ISS municipal cresceu 0,09 ponto, refletindo o aumento de 3,1% no volume de serviços.
A composição da carga tributária por categorias mostrou que impostos sobre bens e serviços tiveram o maior impacto, com alta de 1,37 ponto percentual, seguidos por tributos sobre renda e lucros, que subiram 0,5 ponto. Contribuições sociais, como as da Previdência, também aumentaram, influenciadas pela melhora no mercado de trabalho. O Tesouro Nacional reforça que esses dados preliminares servem para a prestação de contas do governo, com números oficiais a serem divulgados pela Receita Federal no segundo semestre.