As capivaras, roedores nativos da América do Sul, se tornaram um fenômeno pop mundial, aparecendo em produtos, filmes, músicas e até festas temáticas. No Brasil, lojas da Rua 25 de Março, em São Paulo, vendem itens como cadernos, chaveiros e adesivos com estampas do animal, enquanto em Curitiba, pastéis e coxinhas em formato de capivara viraram sucesso. A febre se espalhou para outros países, como o Japão, onde cafés permitem interação com os bichos, e até celebridades do K-pop, como Jennie do Blackpink, incorporaram o tema em seus trabalhos.
A popularidade das capivaras levou a preocupações sobre seu bem-estar, especialmente em locais onde são tratadas como pets. Especialistas alertam que esses animais silvestres não devem ser domesticados, pois precisam de seu habitat natural para viver adequadamente. No Brasil, a legislação proíbe a criação de capivaras como animais de estimação, e projetos como o Projeto Capa trabalham para proteger esses animais, que muitas vezes sofrem com o lixo e a urbanização.
A bióloga Rita de Cássia Lima de Almeida destaca que as capivaras são animais pacíficos e sociáveis, capazes de conviver harmoniosamente com outras espécies. Seu nome vem do tupi antigo, significando “comedora de capim”, e seu comportamento tranquilo as tornou símbolos de fofura e paz. Apesar do encanto que despertam, é essencial respeitar seus limites e preservar seu habitat, garantindo que a admiração pelo animal não se transforme em exploração.