O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, morreu na última quarta-feira (26), aos 77 anos, após quase três meses de internação devido a complicações de um linfoma não Hodgkin. Desde janeiro, o vice-prefeito eleito, Álvaro Damião, assumiu interinamente a gestão municipal e, com o falecimento de Noman, tornou-se prefeito definitivamente. A prefeitura decretou luto oficial de oito dias, com bandeiras a meio-mastro e cancelamento de eventos festivos públicos como forma de respeito.
Álvaro Damião, jornalista e ex-vereador com trajetória em rádio e televisão, já estava à frente da administração durante a internação de Noman. Sua posse simbólica está marcada para 3 de abril na Câmara Municipal. Damião, que atuou em projetos sociais e esportivos durante seu mandato como vereador, destacou que buscou manter as diretrizes do governo anterior. Em caso de ausência, o presidente da Câmara assumirá interinamente.
A morte de Noman marca o fim de uma gestão iniciada após a renúncia do ex-prefeito Alexandre Kalil. O novo prefeito não poderá concorrer a mais de uma reeleição, seguindo as regras de sucessão. A cerimônia de despedida de Noman reuniu uma multidão, refletindo seu impacto na vida pública da capital mineira.