Autoridades canadenses e europeias expressaram preocupação com a nova tarifa de 25% sobre importações de automóveis anunciada pelo presidente dos Estados Unidos. O premiê de Ontário afirmou que a medida prejudicará consumidores e trabalhadores norte-americanos e incentivou o governo canadense a retaliar. Representantes da indústria automotiva alertaram que as tarifas podem colocar em risco centenas de milhares de empregos no setor.
A presidente da Comissão Europeia também criticou a decisão, destacando que tarifas são prejudiciais para empresas e consumidores em ambos os lados do Atlântico. A UE já havia adotado medidas retaliatórias em resposta a tarifas anteriores sobre aço e alumínio, mas optou por adiar ações mais duras na expectativa de um acordo negociado. Von der Leyen reforçou que o bloco continuará buscando soluções diplomáticas, sem descartar a proteção de seus interesses econômicos.
Especialistas e líderes argumentam que as tarifas podem desencadear inflação e afetar negativamente a cadeia produtiva global. Enquanto o governo dos EUA defende a medida como protecionista, críticos afirmam que ela pode ter efeitos contrários, prejudicando inclusive a indústria norte-americana. O impasse reflete tensões comerciais que podem influenciar relações econômicas internacionais nos próximos meses.