Uma campanha está pressionando por uma investigação sobre o uso do medicamento Oxevison em unidades de saúde mental, após preocupações com a qualidade do cuidado e seus efeitos em pacientes. O caso ganhou destaque após a morte de uma jovem de 18 anos, diagnosticada com autismo e TDAH, em uma unidade em Essex, no Reino Unido, em julho de 2022. Relatórios apontaram falhas graves, como a omissão de verificações críticas, registros de observação falsificados e avaliações de risco não realizadas.
A jovem, que havia enfrentado bullying e mudanças de escola repetidas, foi transferida para a unidade três semanas antes de seu falecimento. Um documento emitido após a investigação destacou que ela foi encontrada inconsciente no chão do banheiro, mas as medidas de segurança necessárias não foram cumpridas. O caso levantou questões sobre a supervisão adequada de pacientes vulneráveis e a possível influência de medicamentos como o Oxevison.
A campanha busca não apenas esclarecer as circunstâncias da morte, mas também garantir que protocolos mais rígidos sejam adotados para proteger pacientes em unidades de saúde mental. Autoridades foram instadas a revisar práticas de monitoramento e o uso de medicamentos, visando evitar tragédias futuras. O debate reflete preocupações mais amplas sobre a eficácia e a segurança de tratamentos em saúde mental, especialmente para indivíduos com condições complexas.