Na última terça-feira, 18, a Câmara dos Deputados definiu os partidos responsáveis pela presidência das 30 comissões permanentes da Casa. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve a presidência de cinco comissões, mais que qualquer outra sigla, destacando-se pela escolha das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) e de Saúde. Estas comissões são estratégicas, com a Creden focada em questões internacionais e de defesa, enquanto a Comissão de Saúde detém um controle significativo sobre as emendas de comissão, com uma fatia de R$ 4,5 bilhões do Orçamento de 2024.
O União Brasil ficou com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais relevante da Casa, pois tem a responsabilidade de emitir pareceres finais para projetos de lei e propostas de emenda à Constituição. Este acordo, firmado por Arthur Lira e mantido pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta, reflete a distribuição de poder entre as siglas de acordo com o tamanho das bancadas, com os partidos maiores tendo prioridade na escolha das comissões.
Além do PL e do União Brasil, a Federação Brasil da Esperança, que inclui o PT, PCdoB e PV, ficou com quatro comissões importantes, como as de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação, Direitos Humanos e Cultura. Partidos menores, como o PSOL, PRD, Avante e Solidariedade, tiveram acesso a apenas uma comissão, geralmente as opções menos prioritárias na divisão de poder.