A audiência realizada na Comissão Especial de Combate ao Câncer da Câmara dos Deputados discutiu as dificuldades enfrentadas pelo Brasil no enfrentamento da doença, com foco em problemas de diagnóstico precoce, acesso a tratamentos e financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas apontaram que ainda existem falhas significativas, como a demora para diagnóstico e a falta de padronização no atendimento aos pacientes, especialmente para mulheres que enfrentam câncer de mama e de colo do útero.
A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, aprovada em 2023, busca reduzir a incidência de vários tipos de câncer, garantir um atendimento integral e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, a implementação dessa política enfrenta obstáculos, como a necessidade de mais investimentos e recursos para garantir a cobertura do diagnóstico e tratamento adequado, principalmente em áreas rurais. A falta de financiamento é uma das principais dificuldades relatadas, com a necessidade urgente de criar novos fundos e aumentar os investimentos dos governos federal, estadual e municipal.
Além disso, especialistas criticaram a subutilização de políticas já consolidadas, como a mamografia, que ainda não alcança uma cobertura adequada no país. A pressão por mudanças nas estratégias de rastreamento e prevenção, como a recomendação de mamografias anuais a partir dos 40 anos, se intensifica, especialmente em vista das projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), que indicam um aumento no número de casos de câncer nos próximos anos.