O concurso público da Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi anulado após uma recomendação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que inicialmente pediu a anulação apenas para os cargos de procurador legislativo e médico. No entanto, após reuniões com vereadores, foram identificadas outras falhas que ampliaram a anulação para todos os cargos do certame. O presidente da CMM, David Reis, justificou a decisão como uma medida necessária para evitar insegurança jurídica.
Entre as irregularidades apontadas pelo MP, estavam problemas na correção das provas subjetivas, falta de transparência na divulgação do concurso e possíveis falhas de segurança, como o rompimento de um dos malotes de prova. A anulação do concurso tem como objetivo garantir a integridade do processo seletivo e evitar questionamentos jurídicos futuros. A Câmara de Manaus também afirmou que tomará medidas para corrigir as falhas apontadas e realizará um novo concurso no prazo de até seis meses.
Além disso, o promotor de Justiça do MPAM, Armando Gurgel, destacou uma violação importante na correção das provas, que deveria ser feita de forma anônima, mas houve identificação dos candidatos. A falta de transparência na contratação da instituição responsável pela execução do concurso também foi mencionada como uma falha significativa, pois não foi publicada no Portal Nacional de Contratações Públicas, contrariando as normas de controle. O caso segue em apuração, enquanto a CMM planeja um novo concurso dentro do prazo estipulado.