Uma mulher acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília reconheceu ter ferido o Estado Democrático de Direito e pediu perdão durante seu interrogatório. Ela admitiu ter pichado a estátua “A Justiça”, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas afirmou que não tinha noção do valor simbólico e financeiro do monumento. A acusada disse ter sido induzida por um desconhecido e que seu ato não foi premeditado, alegando ainda que o “clima do momento” afetou seu discernimento.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) a acusa de integrar um movimento que buscava impedir a posse do presidente eleito, com base em provas como sua permanência em acampamentos golpistas e a exclusão de mensagens do celular. O STF entende que os crimes cometidos no dia 8 de janeiro se enquadram no conceito de “crime de multidão”, no qual os atos individuais se somam a uma conduta coletiva ilegal. A defesa da acusada argumenta que ela não participou da depredação de prédios públicos, limitando-se a estar no local.
O caso está sendo julgado pela Primeira Turma do STF, com o relator votando pela condenação a 14 anos de prisão. O julgamento foi suspenso após um ministro pedir mais tempo para análise. A acusada responde por crimes como golpe de Estado, dano qualificado e associação criminosa armada, enquanto demonstra arrependimento e afirma não repetir tais atos.