Uma cabeleireira envolvida nos atos de 8 de janeiro de 2023 foi liberada do Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro (SP) na última sexta-feira (28) para cumprir prisão domiciliar. A decisão, baseada em um alvará do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ela use tornozeleira eletrônica e cumpra restrições, como proibição de usar redes sociais e contato com outros investigados. A defesa comemorou a medida, alegando que a detenção anterior foi desproporcional e destacando o afastamento da família durante o período.
O julgamento que decidirá se ela será condenada foi interrompido por um pedido de vista, mas o relator do caso já votou pela pena de 14 anos em regime fechado. As acusações incluem crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado. Em depoimento, a acusada afirmou ter se arrependido da participação nos atos.
Segundo a decisão judicial, a progressão de regime já seria possível caso a pena fosse confirmada, pois mais de 25% do tempo já teria sido cumprido. Além da possível condenação, todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro estão sujeitos a uma indenização solidária de R$ 30 milhões pelos danos causados. O caso continua em análise pelo STF.