A indústria automotiva britânica, responsável por gerar £1 a cada £8 obtidos com a exportação de mercadorias do Reino Unido, está em alerta diante da possibilidade de novas tarifas sobre carros importados pelos Estados Unidos. Atualmente, 80% dos veículos produzidos no país são exportados, com fabricantes de luxo, como Jaguar Land Rover, Rolls-Royce e Aston Martin, dependendo significativamente do mercado americano. A medida, proposta pelo governo dos EUA, prevê uma taxa de 25% sobre a importação de carros e caminhões leves, com início previsto para 3 de abril.
O setor automotivo do Reino Unido, que se autodenomina o “motor” do comércio internacional britânico, teme impactos significativos nas vendas e na competitividade de suas marcas premium nos EUA. A incerteza sobre as tarifas surge em um momento delicado para a indústria, que já enfrenta desafios como a transição para veículos elétricos e as consequências do Brexit. Fabricantes estão avaliando estratégias para mitigar os efeitos, mas ainda não há consenso sobre como proceder.
Analistas destacam que a imposição das tarifas pode pressionar ainda mais as montadoras britânicas, que já operam em um cenário de custos elevados e concorrência global acirrada. Caso a medida seja implementada, a indústria pode buscar alternativas, como ajustes nos preços ou diversificação de mercados, mas o impacto a curto prazo pode ser inevitável. A situação reforça a vulnerabilidade do setor a mudanças nas políticas comerciais internacionais.