O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil priorizará negociações com os Estados Unidos antes de adotar medidas de reciprocidade sobre as taxas impostas pelo governo norte-americano ao aço e alumínio brasileiros. Durante discurso no Fórum Brasil-Vietnã, Lula destacou que o país buscará esgotar todas as possibilidades de diálogo, incluindo reuniões com representantes comerciais dos EUA, antes de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar retaliações. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o vice-presidente Geraldo Alckmin já participaram de duas reuniões sobre o tema.
Apesar da preferência pela via diplomática, Lula não descarta acionar a OMC ou implementar sobretaxas sobre produtos norte-americanos, caso as conversas não avancem. O presidente criticou a postura do governo dos EUA, afirmando que “não é o xerife do mundo” e ressaltou o direito do Brasil de defender seus interesses comerciais. Ele também mencionou incertezas sobre a economia americana, sem detalhar possíveis impactos nas relações bilaterais.
A declaração reforça a posição anunciada anteriormente por Lula no Japão, onde afirmou que o Brasil não ficará passivo diante das taxações unilaterais. O governo brasileiro avalia tanto o caminho jurídico, por meio da OMC, quanto a aplicação de medidas equivalentes, seguindo o princípio da reciprocidade. O evento no Vietnã marcou o encerramento da agenda asiática do presidente, que agora retorna ao Brasil.