A queda acentuada nos preços das commodities impactou as margens do agronegócio em 2023 e 2024, mas o setor segue sendo um dos mais estruturados na carteira da Brave Asset. Diego Coelho, gestor da empresa, destacou em entrevista ao programa Outliers InfoMoney que, mesmo em um ano desafiador como 2024, a Brave registrou apenas R$ 5 milhões em vencimentos em aberto em um portfólio de R$ 1 bilhão no segmento agro. A estratégia da gestora inclui financiamento safra a safra e a compra de recebíveis de longo prazo, antecipando recursos para as empresas e assumindo os créditos para desconto futuro.
A Brave também prioriza investimentos em indústrias, considerando sua perenidade e ativos consolidados, enquanto adota cautela com o varejo devido às margens reduzidas e alta alavancagem. Além disso, a gestora expandiu suas operações para consignados, cartões de crédito e modelos multicedente e multisacado. Coelho ressaltou que a análise de risco-retorno nos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) combina métricas quantitativas e qualitativas, incluindo a revisão individual dos ativos para definir ratings internos e precificação.
O gestor enfatizou que, mesmo em cenários voláteis, é possível estruturar boas operações ao focar nas empresas mais sólidas do setor. A abordagem da Brave reflete uma busca por equilíbrio entre diversificação e seletividade, mantendo o agronegócio como peça-chave em sua estratégia de investimentos.