Em fevereiro, o Brasil recebeu um volume de investimentos estrangeiros diretos (IED) significativamente acima das expectativas, totalizando US$ 9,3 bilhões (R$ 53,19 bilhões), conforme dados divulgados pelo Banco Central. O valor superou tanto as projeções de analistas, que estimavam US$ 5,5 bilhões (R$ 31,46 bilhões), quanto o registrado no mesmo período do ano anterior. Esse desempenho positivo contribuiu para elevar o IED acumulado em 12 meses para 3,38% do PIB, sinalizando confiança dos investidores no país.
No entanto, o déficit em transações correntes também aumentou, alcançando US$ 8,758 bilhões (R$ 50,08 bilhões) em fevereiro, influenciado por um saldo negativo na balança comercial e na conta de serviços. Especialistas atribuíram parte desse resultado a fatores temporários, como a importação de uma plataforma de petróleo da China e atrasos em exportações agrícolas. Apesar disso, o déficit ficou ligeiramente abaixo do previsto pelo mercado, que esperava um rombo de US$ 9,104 bilhões (R$ 52,08 bilhões).
Analistas projetam que o déficit em conta corrente pode superar o IED em 2025, pressionado por importações mais persistentes do que o esperado. Contudo, destacam que o Brasil mantém fundamentos sólidos, como reservas internacionais robustas e baixa dívida em moeda estrangeira, o que ajuda a mitigar riscos. A expectativa é que o cenário melhore no segundo semestre, com a desaceleração da atividade econômica e os efeitos da taxa de câmbio.