Neste sábado, 15 de março de 2025, o Brasil comemora 40 anos de democracia ininterrupta, o maior período democrático da sua história. Desde o fim da ditadura militar, o país realizou eleições regulares para cargos executivos e legislativos, além de registrar uma significativa diversidade de partidos políticos. A transição da ditadura para a democracia começou com a posse de José Sarney em 1985, após a morte de Tancredo Neves, que não conseguiu assumir o cargo devido a complicações de saúde. A partir daí, o Brasil iniciou uma nova era de eleições diretas e liberdades políticas.
Durante essas quatro décadas, a política brasileira passou por várias mudanças, incluindo a criação de inúmeros partidos e a elaboração de uma nova Constituição em 1988, que consolidou os direitos civis e eleitorais. A alternância de poder entre diferentes partidos e governos foi uma característica central deste período democrático, com ênfase na renovação das lideranças políticas. O multipartidarismo se expandiu, mas também gerou desafios para a governabilidade, refletindo no funcionamento do Congresso e na dinâmica das eleições.
Embora o sistema partidário tenha se tornado mais plural, o Brasil enfrenta discussões sobre a efetividade do modelo atual. Em 2006, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) impediu a implementação de uma cláusula de desempenho que visava limitar o número de partidos com atuação plena no Congresso. Após essa decisão, o Congresso aprovou uma nova cláusula de desempenho em 2017, que entra em vigor de forma gradual, com o objetivo de fortalecer o sistema político e reduzir a fragmentação partidária até 2030.