Imane Khelif, campeã olímpica de boxe, expressou sua determinação em defender seu título nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, desafiando a ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, que proíbe mulheres transgênero de competir em esportes femininos. Trump havia se referido a Khelif como um “boxeador masculino” em seu discurso, o que não intimidou a atleta, que reafirmou não ser transgênero e que seu foco está em seguir em frente com seus objetivos esportivos.
A boxeadora também compartilhou seus planos para a próxima Olimpíada, destacando sua motivação renovada. Ela afirmou que, se antes operasse com apenas 50% de seu potencial, hoje está mais focada e determinada, com o objetivo de conquistar sua segunda medalha de ouro. Apesar de desafios e controvérsias em sua carreira, como sua desqualificação pela Associação Internacional de Boxe, Khelif segue em busca de novos títulos, respaldada pela decisão do Comitê Olímpico Internacional que a autorizou a competir em Paris.
O debate sobre a inclusão de atletas transgêneros e com Diferenças de Desenvolvimento Sexual (DSD) no esporte feminino segue sendo um tema relevante dentro do Comitê Olímpico Internacional, especialmente com as eleições presidenciais da entidade se aproximando. Khelif, em sua entrevista, espera que o próximo presidente do COI mantenha o compromisso com os princípios olímpicos e defenda a integridade do esporte.