O ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou que incluirá o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na lista de testemunhas de defesa no caso sobre a tentativa de golpe de Estado, que está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi formalizada por meio de uma petição enviada aos ministros da Corte, na qual os advogados de Bolsonaro negam as acusações e solicitam a rejeição da denúncia. Caso a denúncia seja aceita, a defesa afirma que o ex-presidente buscará provar sua inocência por meio da oitiva das testemunhas.
Além de Tarcísio, a lista de testemunhas conta com outros nomes de figuras políticas e militares, como o ex-vice-presidente Hamilton Mourão, os senadores Rogério Marinho e Ciro Nogueira, e o general Eduardo Pazuello. A defesa também solicita que o julgamento do caso seja realizado pelo plenário do STF. A investigação está relacionada a crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, entre outros delitos envolvendo o patrimônio da União.
A petição foi protocolada na data limite para que os acusados respondessem à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Bolsonaro e seus defensores continuam a contestar as acusações e a pressionar pela rejeição dos crimes imputados. A inclusão de várias figuras políticas e militares na lista de testemunhas reflete a estratégia da defesa de reforçar sua argumentação durante o processo.