O ex-presidente Jair Bolsonaro usou um evento judaico para explicar a decisão de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, de se afastar temporariamente de seu mandato e permanecer nos Estados Unidos. Durante a cerimônia de abertura de uma exposição sobre o holocausto, Bolsonaro afirmou que a medida foi tomada por patriotismo e para combater o avanço do nazifascismo no Brasil. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos há 20 dias, disse ser alvo de perseguição por parte das autoridades brasileiras e afirmou que buscará pressionar o governo brasileiro por meio da influência do ex-presidente Donald Trump.
A declaração do ex-presidente foi feita em um evento realizado no Espaço Senador Ivandro Cunha Lima, em que participaram autoridades, ativistas e representantes de entidades voltadas à preservação da memória do povo judaico. Bolsonaro se dirigiu aos presentes, destacando que o afastamento de seu filho não se dava apenas por questões de patriotismo, mas por um compromisso em combater um movimento que ele considera similar ao nazifascismo. A cerimônia marcou também um dia simbólico para o ex-presidente.
Além de se referir ao afastamento de seu filho, Bolsonaro aproveitou a ocasião para reforçar seus laços com o público evangélico e mencionar o apoio a Israel, ressaltando o exemplo do país no combate a desafios semelhantes aos que, segundo ele, o Brasil enfrenta. O ex-presidente também enviou um cumprimento ao premiê israelense por meio do embaixador de Israel no Brasil e lembrou de um momento em que Donald Trump cumprimentou Eduardo Bolsonaro durante um evento de extrema direita nos Estados Unidos.