Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e alunos de Agronomia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão testando nove biofertilizantes disponíveis no mercado para avaliar sua eficácia como “protetor solar” em pés de café conilon. Os produtos, aplicados com pulverizadores e drones, visam reduzir os impactos das altas temperaturas e da seca, que ameaçam a produtividade da próxima colheita. Resultados preliminares indicam que quatro dessas tecnologias já demonstraram capacidade de reduzir em até 1°C a temperatura das plantas e melhorar a fotossíntese.
Os testes simulam condições extremas, como a redução de água irrigada, para avaliar o desempenho dos bioinsumos em cenários de limitação hídrica. Após a aplicação, os pesquisadores medem a troca gasosa e a eficiência energética das folhas, utilizando equipamentos específicos. O objetivo é identificar quais produtos oferecem a melhor proteção, ajudando os agricultores a manter a produção mesmo em condições climáticas adversas.
O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por 70% da produção nacional e 20% do robusta mundial. A cultura é vital para a economia local, sustentando 78 mil famílias e gerando 250 mil empregos diretos e indiretos. A pesquisa busca desenvolver um plano de manejo que garanta a sustentabilidade da cafeicultura diante das mudanças climáticas, combinando inovação e práticas acessíveis aos produtores.