O Banco Central Europeu (BCE) anunciou recentemente uma mudança em sua postura em relação à política monetária, não mais classificando sua abordagem como restritiva, mas como significativamente menos restritiva. A alteração sugere que o BCE acredita que as taxas de juros atuais estão se aproximando de um nível neutro, embora ainda deixe em aberto a possibilidade de novos cortes. Essa mudança reflete uma avaliação de que as condições econômicas da zona do euro estão em transição, levando a um ajuste na abordagem do banco central.
Segundo o banco ING, essa alteração abre a possibilidade de uma pausa na reunião de abril, para analisar a nova realidade macroeconômica. O ING também menciona que, caso grande parte do estímulo fiscal seja implementado conforme esperado, não será mais necessário para o BCE manter as taxas em um nível ligeiramente acomodatício. A análise sugere que o BCE pode já ter cumprido seu papel em termos de estímulos monetários agressivos.
Além disso, o ING projeta que o BCE deverá cortar a taxa de depósito para 2,25% durante o verão do Hemisfério Norte, o que configuraria uma nova taxa terminal. Esse movimento de ajuste nas taxas de juros indica uma tentativa de equilibrar os esforços de contenção da inflação com a necessidade de sustentar o crescimento econômico, sem recorrer a uma postura monetária excessivamente apertada.