A Austrália se prepara para as eleições gerais em 3 de maio de 2025, com o debate político centrado na transição energética e seus impactos econômicos. O Partido Trabalhista, no poder desde 2022, defende investimentos em energias renováveis, como solar e eólica, visando atingir 82% da matriz energética limpa. Já a coalizão Liberal-Nacional, de oposição, propõe a continuidade dos combustíveis fósseis e um plano de energia nuclear, alegando preocupações com custos e infraestrutura.
O aumento nas contas de luz, que subiram 40% desde 2022, tornou-se um dos principais pontos de discussão. Enquanto o governo atual argumenta que a transição trará benefícios ambientais e econômicos a longo prazo, a oposição critica a viabilidade imediata das renováveis e defende o gás natural como alternativa menos poluente. Pesquisas mostram uma disputa acirrada, com o eleitorado dividido entre priorizar mudanças rápidas ou uma abordagem mais gradual.
A eleição australiana, realizada a cada três anos, renovará os 151 assentos da Câmara dos Representantes e 76 do Senado. O partido vencedor indicará o primeiro-ministro e precisará formar coalizões para governar. O resultado definirá não apenas o futuro energético do país, mas também o ritmo das mudanças, refletindo a escolha entre inovação renovável ou manutenção dos recursos tradicionais.