Um novo relatório sobre a saúde mental na Inglaterra revela que as internações de urgência na área duplicaram em apenas um ano. A situação tem gerado preocupações sobre o aumento da pressão sobre o sistema de saúde mental, com mais pessoas buscando cuidados em momentos de crise. O aumento nas referências de atendimento de saúde mental reflete não apenas a sobrecarga dos serviços, mas também um contexto mais amplo de dificuldades de acesso e suporte contínuo para pessoas em situações vulneráveis.
Devon Marston, um organizador comunitário de 66 anos, compartilhou sua experiência traumática após ser internado em um hospital psiquiátrico há mais de quatro décadas. Durante a internação, ele foi restrito, medicado à força e diagnosticado com esquizofrenia paranoide. Segundo Marston, todo o processo foi desumanizador, com pouca ou nenhuma consideração por suas necessidades e sentimentos. Ele relata que ninguém perguntou sobre o que ele estava vivenciando, e ninguém o defendeu ou tentou ouvi-lo.
Esses relatos ilustram as falhas no atendimento de saúde mental e destacam a necessidade urgente de uma abordagem mais centrada no paciente, onde as vozes das pessoas que enfrentam crises sejam ouvidas e respeitadas. Especialistas alertam para a importância de um sistema que ofereça suporte contínuo e opções de tratamento mais humanas, evitando práticas coercitivas que possam agravar ainda mais o sofrimento dos pacientes.