O aumento constante nos preços dos alimentos fez com que o ovo, antes considerado uma das opções mais acessíveis de proteína, deixasse de ser a escolha econômica para muitos brasileiros. O aumento nos preços do ovo tem sido impulsionado por diversos fatores, como o custo do milho e a alta demanda durante a Quaresma, resultando em um preço mais alto que o do frango, que se tornou uma opção mais vantajosa em termos de custo-benefício. A nutricionista Denise Real destaca que, apesar de o ovo ser uma boa fonte de proteína, outras alternativas como o frango e a carne vermelha também são nutritivas, oferecendo diversidade para uma alimentação equilibrada.
Além de alertar sobre os impactos financeiros das altas no preço dos alimentos, Denise enfatiza a importância de uma alimentação variada e equilibrada. As proteínas desempenham papel fundamental no corpo humano, auxiliando na construção de tecidos e fortalecimento muscular. Para garantir o consumo adequado de proteínas, ela sugere que o ideal é consumir entre 1,2 a 1,8 gramas de proteína por quilo de peso corporal, distribuídas ao longo do dia por meio de diversas fontes alimentares, como ovos, frango, queijos e feijões.
De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do ovo aumentou 16,4% no acumulado de janeiro e fevereiro de 2025, refletindo o impacto da inflação. O frango, por sua vez, permanece como uma opção mais barata, com uma média de R$ 2,50 por 30 gramas de proteína, em comparação com R$ 5 do ovo. Na região de Bastos, famosa pela produção de ovos, os preços também subiram consideravelmente, com aumento de 47,48% no preço da caixa de ovos brancos entre janeiro e fevereiro, o que reforça a tendência de elevação nos custos do alimento.