Às vésperas da retomada da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, um relatório da ONG Redes da Maré aponta um aumento significativo nas operações policiais na região da Maré, no Rio de Janeiro. O número de operações passou de sete em 2021 para 42 em 2024, o que resultou em 20 mortes entre os moradores locais. O documento sugere que, apesar de um protocolo estabelecido pelo STF para as ações das forças de segurança, a violência e as consequências dessas operações têm se intensificado na comunidade.
Além das mortes, o relatório denuncia violações de direitos humanos e danos à propriedade privada durante as ações policiais. Os moradores, especialmente alunos e profissionais de saúde, têm sido diretamente afetados pela instabilidade e pelos impactos nas rotinas cotidianas. Esses problemas têm gerado uma crescente preocupação com a segurança e o bem-estar da população local, que, segundo o documento, sofre com o aumento da violência e a falta de garantias de proteção durante as operações.
Com a reabertura do debate no STF, espera-se que a corte busque um equilíbrio entre as necessidades de segurança pública e a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos. A decisão judicial sobre o protocolo de segurança nas comunidades pode alterar significativamente as abordagens adotadas pelas forças de segurança, oferecendo, assim, uma nova perspectiva sobre como conciliar a proteção da ordem pública com o respeito aos direitos civis.