O número de acidentes envolvendo motocicletas tem crescido significativamente nas cidades brasileiras, impactando tanto a saúde pública quanto os cofres do Sistema Único de Saúde (SUS). Dados revelam que, desde 2014, o Brasil gastou R$ 2,4 bilhões com internações decorrentes desses acidentes, com registros recordes em 2023 e 2024. As vítimas são majoritariamente adultos jovens, o que amplia o impacto social, já que muitos utilizam motos para trabalho ou deslocamento diário.
Especialistas apontam a velocidade excessiva e a falta de fiscalização como os principais fatores agravantes. O tráfego entre carros também é citado como um desafio, mas a redução de velocidades é vista como a medida mais eficaz para prevenir acidentes. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego destaca que os sinistros viários representam um dos maiores problemas de saúde pública no país, demandando ações prioritárias dos gestores.
Além do custo humano, que é incalculável, a pressão sobre o SUS preocupa, com internações que consomem leitos e recursos que poderiam ser direcionados a outras doenças. A solução, segundo os especialistas, passa por políticas públicas mais rigorosas e investimentos em fiscalização, com o objetivo de preservar vidas e aliviar o sistema de saúde.