David Yambio, fundador da organização Refugees in Libya, revelou que seu telefone foi alvo de espionagem enquanto fornecia informações confidenciais sobre vítimas de tortura na Líbia ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Ele alertou que, durante este período, estava sob vigilância digital por meio de um software malicioso. Yambio é um defensor dos direitos humanos e se encontra na Itália, onde lidera um movimento em prol dos refugiados libaneses.
O incidente foi confirmado em um relatório da Citizen Lab, da Universidade de Toronto, especializado em monitorar ataques cibernéticos contra membros da sociedade civil. A pesquisa indicou que, pelo menos em uma ocasião, no mês de junho de 2024, o ativista foi alvo de um ataque envolvendo um spyware de origem mercenária. O momento da vigilância coincidia com as conversas dele com o TPI, o que levantou preocupações sobre a segurança das comunicações com o tribunal.
A denúncia ressalta a crescente preocupação com a proteção de dados e a privacidade no contexto de investigações internacionais, especialmente em situações envolvendo defensores de direitos humanos. A sugestão de Yambio ao TPI é que os membros da Corte verifiquem seus dispositivos para possíveis ameaças cibernéticas, dado o contexto de risco elevado para aqueles que atuam em ambientes de conflito.