A violência entre Israel e o Hamas escalou novamente em Gaza na quarta-feira (19), com ataques aéreos israelenses que mataram pelo menos 20 palestinos. A retomada dos bombardeios por parte do exército israelense ocorre após um período de relativa calma desde o cessar-fogo de janeiro. A violência gerou uma nova onda de deslocamentos forçados, com autoridades de Gaza relatando vítimas em diversos ataques, incluindo bombardeios a casas e ataques de tanques. Além disso, um ataque aéreo atingiu a sede das Nações Unidas em Gaza, resultando em mortos e feridos.
O aumento da violência é visto como uma resposta às recusas do Hamas em aceitar propostas de cessar-fogo. Israel continua a pressionar, alegando que suas ações têm como objetivo desmantelar o Hamas, que ainda exerce grande controle sobre Gaza. Em meio a essa crise, os esforços de mediação internacional para uma trégua duradoura encontram obstáculos, com o governo israelense argumentando que o Hamas está minando os esforços de paz. Autoridades internacionais, incluindo a União Europeia e países árabes, pedem uma cessação imediata das hostilidades e a retomada da ajuda humanitária.
A situação em Gaza continua a se deteriorar, com um número crescente de mortos e uma crise humanitária que afeta milhões de pessoas. O conflito, que já causou a morte de mais de 49 mil palestinos desde outubro de 2023, parece longe de uma solução, enquanto as tensões políticas em Israel também aumentam, com protestos internos contra a gestão da guerra e acusações de uso político da situação. A perspectiva de um acordo de paz permanece incerta, com o futuro de Gaza dependendo de decisões complexas no cenário internacional.