Desde fevereiro, provedores de internet no Ceará têm sido alvo de ataques promovidos por uma facção criminosa. As empresas afetadas enfrentam danos como incêndios, vandalismo e disparos, além de cortes de cabos de internet. A facção exige dinheiro das operadoras, ameaçando interromper o serviço e retaliando aquelas que se recusam a pagar a taxa exigida. Esse cenário resultou no fechamento de várias empresas, incluindo a GPX Telecom, que anunciou o fim de suas atividades após sofrer graves danos em um curto período de tempo.
Os ataques atingiram principalmente Fortaleza e outras cidades do estado, como Caucaia, Caridade e São Gonçalo do Amarante, com bairros específicos em Fortaleza, como Pirambu e Jacarecanga, sendo particularmente afetados. Em algumas áreas, a interrupção dos serviços de internet foi quase total, com até 90% dos clientes prejudicados em localidades como Caridade. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, investiga o caso e já prendeu diversas pessoas envolvidas.
O governo do estado tem atuado para combater os crimes, criando um grupo especial para investigar as ações criminosas contra os provedores. A situação destaca a fragilidade da segurança no estado e a crescente violência no contexto de facções criminosas, que buscam controlar parte da economia local através de extorsão.