O atacante Luighi, do Palmeiras, se manifestou com revolta após sofrer ofensas racistas durante uma partida contra o Cerro Porteño, pela Libertadores Sub-20, no Paraguai. Durante os últimos minutos da partida, um torcedor imitou o gesto de um macaco para o jogador Figueiredo, e, posteriormente, também agrediu Luighi verbalmente e com gestos racistas ao ser substituído. O jogador expressou sua indignação, criticando a falta de ação das autoridades e do árbitro, que não tomaram providências diante da situação.
A reação do atacante foi amplamente apoiada por outros jogadores e autoridades brasileiras. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, bem como a presidente do Palmeiras, se manifestaram pedindo punições mais severas à Conmebol e ao clube adversário. A entidade sul-americana impôs uma multa ao Cerro Porteño e exigiu uma campanha contra o racismo em suas redes sociais, além de proibir a presença de público nos jogos do clube na Libertadores Sub-20 deste ano. No entanto, o Palmeiras considerou as punições insuficientes, pedindo medidas mais enérgicas para combater a discriminação racial no futebol.
O episódio gerou reações de figuras públicas como o presidente da FIFA, que se disse indignado com o ocorrido. O Cerro Porteño, por sua vez, se desculpou oficialmente pelo comportamento dos torcedores envolvidos, comprometendo-se a tomar medidas contra os responsáveis. A situação revela, mais uma vez, os desafios no enfrentamento ao racismo no esporte e o impacto dessas atitudes na formação de jovens atletas.