A autora compartilha sua experiência como profissional de saúde, destacando a transição de sua prática médica, que antes se concentrava no cuidado de maternidade e recém-nascidos, para o apoio a pacientes que solicitam a morte assistida. A legalização da morte assistida no Canadá, em 2016, motivou essa mudança, permitindo que médicos como ela prestem assistência a pacientes com doenças terminais que optam por esse tipo de serviço.
O relato descreve o momento em que a autora recebe, por fax, um pedido de referência para avaliar um paciente de 74 anos, Harvey, com falência hepática em estágio terminal, interessado na morte assistida. A autora reflete sobre a seriedade do processo e prepara-se para um encontro com o paciente, que, devido à sua condição, não pode se locomover, o que leva a equipe a decidir que a consulta ocorrerá na residência do paciente.
A narrativa também inclui a interação da autora com sua gerente, Karen, enquanto preparam a documentação necessária para o atendimento. Esse momento evidencia a preparação meticulosa necessária para oferecer suporte adequado, respeitando o processo de avaliação de pacientes que optam por esse tipo de assistência, sem deixar de refletir sobre o impacto emocional e profissional que essa prática pode gerar para os envolvidos.