Artistas, acadêmicos e políticos expressaram indignação diante da mais recente ordem executiva do governo que visa reformular a Smithsonian Institution, a maior rede de museus do mundo. A medida, anunciada na quinta-feira, busca eliminar o que foi descrito como ideologia inadequada, divisiva ou antiamericana. A decisão tem sido interpretada como parte de um esforço mais amplo para reescrever narrativas históricas e reduzir iniciativas de diversidade.
Entre os mais afetados estão artistas e estudiosos de minorias, que veem a ação como uma tentativa de apagar suas contribuições para a cultura e a história dos EUA. Muitos argumentam que a ordem representa um retrocesso nos avanços recentes em representatividade e inclusão. Instituições culturais e educacionais também manifestaram preocupação com o possível impacto na liberdade acadêmica e artística.
A controvérsia reacende o debate sobre o papel dos museus na preservação da memória coletiva e na promoção de perspectivas diversas. Enquanto alguns defendem a medida como necessária para garantir uma visão “patriótica” da história, outros alertam para os riscos de censura e revisionismo. O desfecho dessa disputa pode influenciar não apenas o futuro da Smithsonian, mas também o diálogo cultural no país.