As autoridades da Armênia e do Azerbaijão anunciaram, nesta quinta-feira (13), que chegaram a um consenso sobre o texto de um acordo de paz, marcando um possível fim para quase 40 anos de conflito entre os dois países do sul do Cáucaso. As tensões tiveram início no final da década de 1980, quando a região de Nagorno-Karabakh, no Azerbaijão, com uma população majoritariamente armênia, se separou com apoio da Armênia, resultando em uma série de guerras. O acordo está pronto para ser assinado, com o Ministério das Relações Exteriores da Armênia anunciando sua disposição para iniciar as consultas sobre o local e os detalhes do processo.
No entanto, a assinatura do acordo ainda depende de um requisito do Azerbaijão: a mudança na Constituição da Armênia, que, segundo o Azerbaijão, faz reivindicações territoriais implícitas. A Armênia refutou essas alegações, mas o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, declarou recentemente que a constituição do país precisaria ser alterada, convocando um referendo sobre o assunto. A situação permanece tensa, com ambos os países buscando uma solução duradoura após décadas de hostilidades e deslocamento de populações.
O acordo de paz também estabelece que não serão enviados militares de outros países para a fronteira entre Armênia e Azerbaijão, uma medida que poderia impactar a presença da União Europeia e da Rússia na região. O processo de paz foi intensificado após a retomada de Nagorno-Karabakh pelo Azerbaijão em setembro de 2023, quando quase todos os armênios que viviam no território fugiram para a Armênia. Embora as negociações avancem, a fronteira de 1.000 km entre os dois países continua sendo um ponto de tensão, com ambos os lados aguardando a resolução final para encerrar o conflito.