A recente descoberta de uma espada de 3 mil anos em um cemitério na Alemanha reacendeu discussões sobre as armas utilizadas nas antigas civilizações, revelando ferramentas de combate muitas vezes cruéis e sofisticadas. Entre elas, o Zhua, da China imperial, era uma espécie de “mão de ferro” usada para causar danos severos aos inimigos, podendo até derrubar cavaleiros de seus cavalos. Já o Katar, da Índia, tinha lâminas afiadas disfarçadas como braceletes, sendo eficaz na perfuração de armaduras e no combate silencioso e preciso, principalmente por mercenários.
O Urumi, também originário da Índia, destacava-se pela sua impressionante flexibilidade e pelo grande alcance, com lâminas de até três metros de comprimento. Utilizado de forma semelhante a um chicote, o Urumi podia causar danos devastadores, exigindo habilidade para ser manuseado corretamente. Na China, o Chukonu, uma arma de disparo rápido com até dez flechas, funcionava como um antecessor dos rifles automáticos, permitindo ataques rápidos e letais. As flechas desse artefato, muitas vezes envenenadas, eram disparadas em sequência, tornando quase impossível a defesa dos oponentes.
O Chakram, criado na Índia, era uma arma circular com lâminas afiadas, projetada para cortar com precisão os membros dos adversários. A habilidade no seu manuseio era essencial, e a melhor forma de usá-la era lançando-a verticalmente. Outras armas notáveis incluíam o Macuahuil, de origem asteca, composto por madeira e vidro vulcânico, frequentemente usado em rituais de sacrifício, e o Kpinga, uma faca africana com lâminas afiadas, utilizada por tribos para cerimônias de casamento, mas também como um item mortal em combate.