A final do Campeonato Catarinense gerou grande polêmica após o Avaí conquistar o título estadual, seu 19º, em uma decisão marcada por divergências envolvendo a arbitragem. O presidente da Chapecoense, Alex Passos, criticou fortemente a atuação do árbitro Gustavo Ervino Bauermann, responsabilizando-o pela derrota de sua equipe. Em suas declarações, Passos revelou que tentou, sem sucesso, solicitar à Federação Catarinense de Futebol (FCF) que um árbitro de outro estado fosse designado para apitar a final. A Chapecoense, que empatou os dois jogos da decisão, ficou com o vice-campeonato devido ao desempenho inferior na fase classificatória.
Passos afirmou que a Chapecoense se sentiu prejudicada pela arbitragem, chegando a questionar se seria viável retirar sua equipe de campo, mas foi orientado que tal atitude poderia resultar na perda de uma vaga na Copa do Brasil. O dirigente não poupou críticas, mencionando que a arbitragem já havia causado problemas anteriormente com a equipe e alegando que a Chapecoense foi “roubada” na decisão. Ele ainda destacou a atuação do árbitro e o impacto do VAR durante o jogo, especialmente no momento da marcação de um pênalti para o Avaí.
A crise de relacionamento entre a Chapecoense e a FCF levou Passos a cogitar uma mudança de Federação, com a possibilidade de migração para as Federações Paranaense ou Gaúcha, que considera mais próximas e vantajosas, tanto geograficamente quanto financeiramente. A situação reflete a insatisfação da equipe com o que considera um tratamento desfavorável, sinalizando uma possível reconfiguração do cenário esportivo para a Chapecoense nas próximas competições.