O artigo de Frederico Vasconcelos, publicado no blog da Folha de S. Paulo, critica a demora em levar um ex-presidente ao banco dos réus, atribuindo-a à condescendência de figuras-chave no Judiciário e no Ministério Público. O texto aponta que a inação de autoridades permitiu que o ex-mandatário agisse sem enfrentar consequências, mesmo diante de condutas questionáveis durante a pandemia e ataques ao sistema democrático. A análise sugere que a postura de certos líderes institucionais contribuiu para um clima de impunidade e retrocesso.
O repórter ressalta que decisões judiciais e a falta de investigações eficazes criaram um ambiente favorável à disseminação de narrativas infundadas, como alegações de fraude eleitoral. Além disso, destaca-se a tolerância com discursos que minaram a confiança nas instituições, enquanto milhares de vidas eram perdidas para a Covid-19. A análise menciona ainda a resistência de outros membros do Ministério Público, que se opuseram à passividade diante dos ataques à democracia.
Por fim, o texto questiona o silêncio prolongado de certas autoridades após deixarem seus cargos, mesmo diante de evidências de tentativas de desestabilização política. A abordagem equilibrada do artigo evita julgamentos diretos, mas enfatiza a importância da accountability em um Estado democrático. A reflexão serve como um alerta sobre os riscos da omissão institucional em momentos críticos para a nação.