A Americanas, uma das maiores varejistas do Brasil, continua enfrentando um extenso processo de recuperação judicial após a crise financeira que abalou a empresa em 2023. O presidente da companhia destacou que a recuperação completa deve levar ainda cinco ou seis trimestres, reforçando que o processo é longo e requer cuidado para garantir a sustentabilidade do negócio. A diretoria financeira afirmou que a expectativa é concluir a reestruturação até o final de 2026, cumprindo 99% do plano traçado desde o início da crise.
Os resultados financeiros do quarto trimestre de 2024 refletem os desafios enfrentados pela empresa, com um prejuízo líquido de R$ 586 milhões, contrastando com o lucro de R$ 2,56 bilhões no mesmo período do ano anterior. As ações da companhia despencaram quase 25% após a divulgação dos números, sendo negociadas a R$ 6,79 na B3. Apesar disso, o Ebitda ajustado apresentou melhora, saindo de um resultado negativo de R$ 1,18 bilhão em 2023 para R$ 180 milhões no último trimestre de 2024.
A crise da Americanas começou em janeiro de 2023, quando a empresa identificou inconsistências contábeis em seus balanços, revelando um rombo inicial estimado em R$ 20 bilhões. Considerado um dos maiores escândalos corporativos do país, o episódio impactou profundamente a reputação e a saúde financeira da varejista. Dois anos depois, a empresa ainda busca recuperar sua estabilidade e reconquistar espaço no mercado, em um processo que segue lento e cheio de desafios.