O aumento da obesidade na sociedade atual está diretamente ligado ao que especialistas chamam de “ambiente obesogênico”, caracterizado pela fácil acesso a alimentos baratos, altamente palatáveis e de baixo valor nutricional. Adriano Segal, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, destacou que, além da má alimentação, a redução da atividade física e a insegurança nas grandes cidades contribuem para um estilo de vida sedentário. Segundo ele, o organismo humano está mal-adaptado a essa realidade de excessos e inatividade, criando uma “tempestade perfeita” para o crescimento da doença.
A relação entre obesidade e saúde mental também foi abordada, com Segal explicando que a condição pode levar a quadros depressivos, que, por sua vez, pioram o controle da doença, criando um ciclo vicioso. Por outro lado, transtornos mentais, como a depressão, aumentam o risco de obesidade devido à falta de exercícios e à alimentação inadequada. O especialista ressaltou que essa associação já é documentada desde o século 18 e que o estigma social em torno da obesidade pode agravar ainda mais o problema.
O texto ainda menciona que as informações foram apuradas e checadas por jornalistas, seguindo os padrões editoriais da fonte original. A discussão reforça a necessidade de abordagens integradas que considerem tanto os fatores ambientais quanto os psicológicos no combate à obesidade, um desafio crescente na saúde pública contemporânea.