A Albânia iniciou uma proibição do TikTok nesta quinta-feira (13), com duração de um ano, após preocupações sobre o impacto da plataforma na violência juvenil, especialmente dentro e fora das escolas. A medida segue uma tendência global, com pelo menos 20 países já adotando restrições ou proibições parciais devido a questões de segurança ou ao conteúdo impróprio associado ao aplicativo, que pertence à empresa chinesa ByteDance.
Após a implementação da proibição, muitos usuários albaneses relataram dificuldades para acessar o site do TikTok, embora o aplicativo ainda estivesse disponível por meio dos dispositivos móveis. A Autoridade Nacional de Segurança Cibernética da Albânia exigiu que os provedores de internet confirmassem por escrito a desativação do serviço, conforme determinado pelo governo. A decisão foi motivada por um incidente trágico em que um jovem foi morto após um desentendimento nas redes sociais, com autoridades alegando que o conteúdo relacionado ao caso não estava no TikTok, mas em outra plataforma.
A medida gerou controvérsias, especialmente entre opositores políticos e defensores da liberdade de expressão, que consideram a proibição uma forma de censura. A Associação de Jornalistas da Albânia anunciou planos de levar o caso ao Tribunal Constitucional. A oposição também acusou o governo de usar o TikTok como um alvo para limitar críticas e silenciar dissidências, embora o governo negue essas alegações.