O anúncio de Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PL-SP), de que pedirá afastamento da Câmara para viver nos Estados Unidos gerou reações divergentes entre aliados e opositores. Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) interpretaram a decisão como um exílio político, enquanto adversários o acusaram de covardia e de preparar uma fuga para o exterior. A questão se intensificou com o julgamento, previsto para o próximo dia 25, no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a possível responsabilização de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Entre as manifestações de apoio a Eduardo Bolsonaro, destacaram-se as declarações da família, incluindo seu pai e seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-SP), que reafirmaram o compromisso com a luta política, apesar das dificuldades atuais. Outros aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se posicionaram em defesa do deputado, enviando mensagens de apoio durante este momento conturbado. Por outro lado, parlamentares do campo governista, como o ministro Paulo Teixeira (PT) e o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), criticaram a decisão de Eduardo, sugerindo que a licença seria uma tentativa de se esquivar da Justiça brasileira.
A disputa de narrativas sobre a atitude de Eduardo Bolsonaro resultou em forte repercussão nas redes sociais, com a palavra “covarde” figurando entre os tópicos mais comentados, além de um intenso debate sobre a postura do deputado e sua responsabilidade política. A decisão de se afastar do Brasil gerou um intenso debate sobre as motivações políticas e jurídicas, refletindo o clima polarizado no país.