O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, reuniu-se com o embaixador português no Brasil para discutir a viabilidade de um voo semanal entre Lisboa e a capital goiana, operado pela TAP Air Portugal. No entanto, o Aeroporto Santa Genoveva não possui infraestrutura adequada para aeronaves de grande porte, como o Airbus A330, necessário para voos transatlânticos diretos. A pista homologada de 2.286 metros e a falta de equipamentos como o Sistema de Pouso por Instrumentos (ILS) limitam a operação, além de questões como peso máximo de decolagem e capacidade de desembarque de passageiros.
Apesar de o aeroporto ser certificado para voos internacionais e ocasionalmente receber aeronaves de médio/grande porte, como o Boeing 757, a TAP não opera esse modelo. Especialistas destacam que até mesmo o Airbus A321XL, teoricamente capaz de pousar em Goiânia, não teria alcance suficiente para a rota sem comprometer a segurança. A CCR Aeroportos, gestora do local, afirmou estar aberta a negociações, mas reconhece as limitações técnicas.
Enquanto isso, Brasília, com pistas mais longas e estrutura dedicada a voos internacionais, continua sendo a opção preferida pelas companhias aéreas. O Aeroporto Santa Genoveva já recebeu voos fretados e ocasionais, como o Boeing 757 da banda Guns N’ Roses em 2022, mas demandou autorizações especiais. A prefeitura mantém diálogo com a TAP, mas a viabilidade econômica e técnica ainda é um obstáculo para a rota direta entre Goiânia e Lisboa.