O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa vítimas do rompimento da barragem de Mariana (MG), lançou uma ferramenta online para que os moradores possam estimar o valor da indenização em caso de sucesso da ação no Reino Unido. A ferramenta está disponível no Portal do Cliente e permite que as vítimas comparem os valores oferecidos na repactuação com os estimados na corte britânica. No entanto, detalhes sobre o método de cálculo e a precisão das estimativas não foram divulgados, e o escritório ainda não respondeu a questionamentos sobre os parâmetros utilizados.
O julgamento do caso foi retomado no Reino Unido em 5 de março de 2025, com as sustentações finais dos advogados das vítimas previstas até o dia 7 de março. A defesa da BHP Billiton, uma das empresas envolvidas, se manifestará entre 10 e 12 de março. O valor total da ação é estimado em R$ 267 bilhões, e a sentença deve ser proferida até o final de 2025. A repactuação assinada no Brasil no final de 2024, que compromete R$ 170 bilhões, gerou tensões entre as partes, uma vez que a adesão ao acordo no Brasil pode afetar a participação na ação no Reino Unido.
O escritório alerta para a escolha que as vítimas terão de fazer: participar do Programa Indenizatório Definitivo (PID) no Brasil ou continuar com a ação no Reino Unido. A recomendação é que as vítimas optem por não aderir ao PID, a fim de garantir o direito a uma compensação mais abrangente no processo britânico. O Pogust Goodhead reafirma que, apesar dos acordos no Brasil, a ação no Reino Unido busca uma reparação integral dos danos sofridos pelas vítimas.