A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu uma doação de R$ 6 milhões do Conselho Curador de Honorários Advocatícios (CCHA) para modernizar sua infraestrutura de tecnologia. O valor será usado para comprar equipamentos de informática, visando melhorar o desempenho do sistema Super Sapiens, utilizado para pagar honorários de sucumbência a advogados públicos. A AGU argumenta que a demanda por dados detalhados dos funcionários exige um reforço na capacidade de hardware, evitando gargalos operacionais.
O pedido gerou divergências no CCHA, com alguns conselheiros questionando a falta de clareza sobre o retorno financeiro da doação. Enquanto parte do grupo defendia a necessidade de investimento para corrigir falhas no sistema, outros criticaram a ausência de garantias de aumento na arrecadação ou redução de custos. A polêmica reflete tensões internas no conselho, que já foi alvo de críticas por gastos controversos, como a tentativa de contratar um seguro de R$ 2,8 milhões para proteger decisões.
Os honorários de sucumbência, pagos pela parte perdedora em ações judiciais envolvendo o governo, somaram R$ 1,7 bilhão em 2023, um aumento de 112% desde 2018. A AGU afirma que parte desses valores é destinada aos cofres públicos, enquanto o restante é distribuído entre os advogados. A doação aprovada busca otimizar a gestão desses recursos, mas a discussão revela desafios na transparência e eficiência do sistema.