Um adolescente de 16 anos foi morto a tiros durante uma abordagem policial no bairro Mondubim, em Fortaleza, em julho de 2022. O jovem havia saído de casa para comprar pasta de dente quando foi perseguido por uma viatura da polícia. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele correu, cambaleou e caiu após um disparo efetuado por um agente, que o atingiu no peito. O caso será julgado pelo tribunal do júri nesta quinta-feira (27).
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou o policial militar por homicídio na modalidade de dolo eventual, alegando que o disparo colocou em risco outras pessoas que estavam no local, incluindo clientes de uma pizzaria próxima. Testemunhas, inclusive outros policiais, afirmaram que não houve troca de tiros e que o adolescente estava desarmado. A Defensoria Pública destacou que as provas indicam que o agente atirou sem haver confronto visível.
A defesa do policial argumenta que ele agiu em legítima defesa, alegando que houve troca de tiros e que uma arma foi apreendida no local. No entanto, essas afirmações contradizem os depoimentos das testemunhas e as evidências apresentadas pelo MPCE. O caso reacende debates sobre o uso da força em abordagens policiais e a segurança de civis em áreas consideradas de risco. O julgamento será crucial para determinar a responsabilidade no incidente.