A administração dos EUA parece confiar na capacidade de dividir a atenção do público até que um novo escândalo surja, estratégia que pode ser eficaz diante da curta memória coletiva. Um exemplo recente é o caso envolvendo discussões em um grupo de mensagens, onde autoridades debateram detalhes de uma operação militar no Iêmen sem perceber a presença de um jornalista. A situação chamou a atenção não apenas pelo vazamento de informações, mas também pelas contradições em declarações oficiais posteriores.
Durante uma audiência no Congresso, uma alta autoridade de inteligência negou que houvesse dados específicos ou classificados no grupo, mas a publicação integral das mensagens por um veículo de imprensa revelou o contrário. O episódio expôs falhas graves na condução de assuntos sensíveis e levantou dúvidas sobre a competência de quem está no comando. A falta de transparência e as tentativas de minimizar o fato só aumentaram as críticas.
Apesar do tom alarmante, a aparente aposta na distração pública pode, de fato, funcionar, já que escândalos anteriores foram rapidamente substituídos por novos temas na agenda política. No entanto, a repetição de erros e a falta de responsabilidade podem corroer ainda mais a confiança nas instituições, algo que vai além de qualquer estratégia de comunicação.