Uma atriz conhecida por seus papéis em séries de televisão afirmou, em tribunal, que um prêmio honorífico concedido por uma importante instituição cinematográfica teria sido usado como ferramenta para assediar e silenciar mulheres. Os comentários foram feitos durante um caso de difamação movido contra um veículo de comunicação, que havia publicado alegações de má conduta sexual envolvendo mais de 20 mulheres. A atriz não foi nomeada diretamente no processo, mas suas declarações foram incluídas como parte das evidências apresentadas.
O caso ganhou atenção após reportagens detalharem as acusações, que incluem propostas indevidas e ameaças. A instituição responsável pelo prêmio já havia revogado a honraria após as alegações surgirem publicamente. O autor da ação judicial nega as acusações e busca reparação por danos à sua reputação. O tribunal ainda analisa as provas e depoimentos, sem previsão para um veredito.
O debate reacendeu discussões sobre a responsabilidade de organizações em investigar antecedentes antes de conceder reconhecimentos públicos. Especialistas destacam a importância de mecanismos de prestação de contas no setor artístico, especialmente em casos que envolvem alegações de abuso. Enquanto isso, o processo segue seu curso, com ambas as partes aguardando os próximos desdobramentos legais.