Após intensas negociações, deputados chegaram a um acordo sobre a presidência das comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Entre os principais acordos, o PL assumirá o comando da Comissão de Saúde, enquanto o União Brasil ficará com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Federação PT-PV-PCdoB liderará a Comissão de Cultura. A disputa pela presidência da Comissão de Minas e Energia, que estava indefinida durante a tarde, foi resolvida à noite, com a comissão ficando sob responsabilidade do PSD.
As comissões têm ganhado importância nos últimos anos, principalmente por controlarem uma parte significativa do orçamento por meio de emendas. Em 2025, as comissões terão R$ 11,5 bilhões à disposição para emendas, um montante que pode influenciar decisões e o andamento de diversas pautas. Cada partido teve a oportunidade de negociar a liderança das comissões de acordo com sua bancada e importância estratégica, com a maior bancada, o PL, tendo a prioridade nas escolhas, como ocorreu com a Comissão de Saúde e Relações Exteriores.
Além das comissões já definidas, a disputa por outros cargos importantes, como a Comissão Mista de Orçamento, também foi resolvida, com o União Brasil assumindo a liderança. A relatoria do Orçamento de 2026 ficará com o MDB, reforçando a relevância do processo orçamentário nas decisões políticas para o próximo ano. O acordo gerou um clima de alívio entre os parlamentares, principalmente entre os membros da oposição, que temiam o impacto do PL em áreas como Direitos Humanos e Cultura.