O governo federal e a Eletrobras formalizaram um acordo que aumenta a participação da União no conselho de administração da empresa, privatizada em 2022. O acordo, anunciado em fevereiro e homologado nesta quarta-feira (26), eleva de uma para três as cadeiras do governo no conselho, que agora tem dez assentos. Apesar de manter cerca de 40% das ações, o poder de voto da União nas assembleias permanece limitado a 10%, conforme o modelo de privatização.
O entendimento também suspende investimentos previstos em 2022 na Eletronuclear, exceto para a usina Angra 3, cujo financiamento ainda está em negociação. A Eletrobras não será obrigada a fazer novos aportes na estatal, a menos que decidam avançar com o projeto. Enquanto isso, o governo e a empresa aguardam estudos do BNDES para definir o modelo de financiamento, com decisão final cabendo ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Apesar do acordo, críticos argumentam que a maior representação no conselho não se traduz em maior poder de voto nas assembleias, onde decisões estratégicas são aprovadas. O tema ainda depende de homologação pelo STF, que analisa uma ação questionando a privatização. O ministro Alexandre Silveira já havia sinalizado otimismo com a resolução do impasse, que se arrastava desde o início do governo atual.