Uma renomada professora de 60 anos, especializada em uma área técnica e científica, iniciou terapia pela primeira vez na vida. Durante as sessões, optou por deitar no divã em vez de sentar-se frente a frente com o terapeuta, comportamento incomum desde o segundo encontro. Com traços marcantes, óculos grossos e roupas monocromáticas, ela transmitia uma aura de autoridade. Nascida em outro continente, vivia em Londres desde a universidade e falava inglês fluentemente, sua terceira língua.
Nos primeiros encontros, a acadêmica revelou, de forma intensa e quase sem pausas, um caso recente com um homem que conhecera décadas antes, durante seu doutorado nos Estados Unidos. Reencontraram-se por acaso em uma conferência internacional, onde ambos apresentavam trabalhos, e acabaram envolvidos em um relacionamento secreto. O homem, casado e com três filhos adolescentes, morava em outra cidade, mantendo contato frequente por mensagens, e-mails e ligações.
A terapia tornou-se um espaço para explorar os desdobramentos dessa paixão reacendida, enquanto a professora confrontava emoções há muito reprimidas. O caso ilustra como figuras públicas podem lidar com conflitos pessoais complexos, mesmo em carreiras marcadas por racionalidade e disciplina. A narrativa, ainda em desenvolvimento, revela camadas inesperadas da vida privada de uma profissional até então dedicada exclusivamente à sua área de atuação.