O jurista, jornalista e escritor Marcos Vinícios Rodrigues Vilaça, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), faleceu neste sábado, 29, aos 85 anos, vítima de falência múltipla de órgãos. Internado na Clínica Florença, em Recife, Vilaça ocupava a cadeira 26 da ABL desde 1985 e presidiu a instituição em dois mandatos. Sua morte ocorreu um dia após o falecimento de outra integrante da academia, Heloísa Teixeira.
Nascido em Nazaré da Mata (PE), Vilaça foi um intelectual multifacetado, atuando como professor de direito internacional, diretor da Caixa Econômica Federal e secretário de cultura. Autor de obras como “Nordeste: Secos & Molhados” e “Coronel, Coronéis”, este último em parceria com Roberto Cavalcanti, ele se destacou por seus estudos sobre o coronelismo e a cultura nordestina. Também presidiu fundações como a Funarte e o Pró-memória, deixando um legado significativo na política cultural brasileira.
Viúvo de Maria do Carmo Duarte Vilaça, com quem teve três filhos, o acadêmico será cremado, e suas cinzas serão lançadas na Praia de Boa Viagem, seguindo o mesmo destino das de sua esposa. Sua trajetória foi marcada por contribuições ao direito, à literatura e à administração pública, consolidando-o como uma figura de relevância nacional.